domingo, 15 de setembro de 2013

 PALÁCIO DA AJUDA
 
 

 
PALÁCIO DA AJUDA

Palácio Nacional da Ajuda
O Palácio Nacional da Ajuda, ou Paço de Nossa Senhora da Ajuda, é um monumento nacional português, situado na freguesia da Ajuda, em Lisboa.
Antigo Palácio Real, é hoje em grande parte um museu, estando instalados no restante edifício a Biblioteca Nacional da Ajuda, o Ministério da Cultura, e o Instituto dos Museus e da Conservação . O Palácio e o Museu são geridos pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e pela Presidência da República.

História 

Em 1726, D. João V (1689-1750) adquire três quintas na zona de Belém. A primeira tinha já uma edificação que é hoje o Palácio de Belém, a segunda uma ermida do Oratório que foi depois expandido para o que é hoje o Palácio das Necessidades e a terceira a quinta da Ajuda reservada para a edificação de uma residência real de Verão. Ali é rasgada a Calçada da Ajuda e junto a Belém construído um cais, não chegando no entanto nenhum palácio a ser projectado.

Período Pombalino

A utilização da quinta da Ajuda como Paço Real deu-se no rescaldo do Terramoto de Lisboa a 1 de Novembro de 1755 já no reinado do Rei D.José. O terramoto destruiu praticamente toda a cidade de Lisboa, incluindo a residência do Rei, o velho Palácio da Ribeira, cujo complexo abraçava Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo. O facto não criou apenas danos materiais, mas criou também uma fobia na população lisboeta sobrevivente que receava agora uma réplica ou até um segundo abalo telúrico.
Embora a família Real e a Corte se encontrassem nesse dia em Belém, zona ocidental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade, o Rei ficou tão perturbado com o acontecimento que se recusou a viver em edifícios de alvenaria. D.José mandou então erigir no alto da Ajuda, local de pouca actividade sísmica, um palácio de madeira e pano, a que se chamou Real Barraca ou Paço de Madeira.
A obra só se concluiria em 1761. Esta construção obedecia, no seu início, a dois princípios: resistência a sismos (graças aos seus materiais de construção) e inexistência de alvenaria. O rés-do-chão e o primeiro andar, obedeceram ao traçado de Petrone, Mazone e Veríssimo Jorge.
Os seus interiores foram decorados com o melhor e mais belo mobiliário e grandes e preciosas peças de tapeçaria, pintura e ourivesaria. A estrutura cresceu tanto que era maior em área do que o palácio existente hoje em dia.
Ali esteve sediada a corte durante cerca de três décadas numa luxuosa atmosfera da época áurea do Despotismo Esclarecido suportado pelo que as remessas de ouro e brilhantes do Brasil ainda permitiam.
Em 1768 o primeiro jardim botânico de Lisboa foi construído em redor do palácio por ordem do ministro Sebastião José.
Na Real Barraca viveria D.José até morrer, em 1777.
TEXTO WIKIPÉDIA

 


 

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